sábado, 10 de maio de 2014

Tralhas Para Cyberpunk: Criação Coletiva 1

A comunidade CYBERPUNK 2020 BRASIL, criada pelo Ricardo Bianconni, depois repassada para mim, TEM ANDFADO DE VENTO EM POPA.

Além de discuções sobre música, filmes, filosofia e afins, sem perder o enfoque no RPG, nos últimos tempos tem rendido uma série de idéias de novos equipamentos (implantes, armas e tecnologia) para serem aplicados ao jogo.

Seguem alguns exemplos (reproduuzidos com autorização dos autores)

Máscara Full Face Total Recall (Eduardo Naddar):
(implante baseado na "cabeça" da primeira versão do filme de mesmo nome):

 Uma cabeça de pele sintética maleável imitando com perfeição um rosto pré determinado (dificuldade 20 para notar a diferença). Use com um chapéu e será impossível desmascará-lo ( dif. 25).

 Micro-motores são responsáveis pela aderência da máscara a pele do rosto do usuário e pelas expressões faciais diversas. A máscara full face recobre a cabeça inteira, cabelo e pescoço e pode ser feita imitando sua celebridade favorita.

 A versão Infiltrator Deluxe vai com emulador de voz de fábrica, permitindo imitações perfeitas e com uma memória de "cacoetes" e expressões faciais comuns usadas pelo imitado.
A máscara é conectável a qualquer chipware socket e ocupa um espaço.
-Um segundo opcional, com uma bomba 7d6 de fragmentação pode ser instalada no armeiro de fundo de quintal mais perto de você. "I have a little surprise!"

Custo: 1250 EB. (incomum).


Rubber Face - Implante de face moldável  (Eduardo Naddar):
Esse implante consiste no transplante total de pele e musculatura do rosto e pescoço. O rosto original é substituido por pele e músculos sintéticos que se moldam de acordo com a vontade do usuário. O usuário, de posse de uma foto ou escaneamento 3D com alta definição de um alvo, deverá se olhar no espelho e o implante fará as alterações. Uma cópia fiel do rosto e pescoço do alvo estará pronta no tempo de 5 minutos.

 Cada nível de detalhes ("Bom", "Excelente" e “Perfeito” ) tem, respectivamente, 70%, 50% e 30% de darem certo, e metade disso para mais de uma hora de funcionamento (bugs são comuns em texturas tão delicadas). Ou seja, quanto mais tempo for utilizada, maiores as chances de alguma imperfeição se fazer notar.

 Por outro lado, ada hora do alvo observado aumenta em 10% as chances de sucesso (pessoalmente, por vídeos, etc). Maximo de 2 horas de observação para bônus. Assim, um alvo pode ter detalhes de comportamento e expressão armazenados para aquela ou para fturas "imitações".

A dificuldade para a simulação é baseada na leitura da imagem via conexão com um cabo ou olho biônico comum. No entanto um chip de transmutação da imagem observada para as adaptações simuladas é necessário.

 Mesmo o cabelo, cor e seu comprimento são simulados pelo implante. Para uma imitação mais perfeita sugere-se um sintetizador de voz usado em conjunto. Cada base de fios de cabelo pode ser usada por até 30cm artificiais, ou 1 x para cabelos longos, 2 xs para cabelos médios ou encaracolados, e 6 x para cabelos curtos comuns. Cada refil capilar custa 100 eurodolares, e não são fáceis de serem encontradas.

A cirurgia para implantar a máscara é bastante difícil e complexa e o custo para humanidade 3d6+2.
Wet Dreams de J.K. Potter.
Não, nada a ver com a série do bruxo).

Morpheus Chip - Chip de sonho programado  (Eduardo Naddar):
Esse chip deve ser colocado no chipware socket ao se deitar, proporcionando sonhos previamente selecionáveis.

É possível inserir palavras-chave, emoções, mensagens, imagens e pessoas no sonho. Cada sonho será diferente de pessoa para pessoa, uma vez que o chip estimula regiões da memória e criatividade que variam de usuário para usuário.

É possível colocar o cliente, naquela ilha deserta com a gatinha que conheceu no dia anterior ou se tornar aquele super-herói favorito dos quadrinhos.

Existe uma versão desse chip, um pouco mais cara, que permite o estudo de idiomas e skills durante o sono.

Sistema para uso em jogo:

- Modificação de comportamento:
Diminui em 10% as chances de um criminoso repetir um comportamento agressivo ou anti-social (o personagem rola 1d10, se der 1 em uma ação considerada inadequada ele não consegue fazer a mesma). Cada rolagem retira do personagem 1 ponto de humanidade.

-Sonhos de Uma Noite de Verão:
Sonhos vividos com temáticas como férias em Marte, combate a piratas e afins. O usuário ao acordar sabe que é um sonho, mas dificilmente notam durante. Alguns usos além disso são torturas de inimigos, “jogando-os” em cenas de tortura, agunstia, morte, inferno, etc por horas a fio. Este tipo de uso reduz a Empatia do alvo em 1 (menos 10 de humanidade) e fará com que ele tenha um equivalente a uma cyberpsicose em decorrência (dificuldade para resistir = 25 x rolagem de Resistir Torturas; drogas +Willpower e modificadores).

-Aprendizado: (nível máximo alcançado = 3).
Cada nível demora seu aprendizado x sessões de sono para ser atngido (´por exemplo, se quer passar de nível 1 para 2 de pilotar AV, demora 3 noites de sono usando o chip).
A diferença para chips comuns é que o usuário PODE aprender mais níveis depois. Considere o preço de um chip comum de aprendizado x 3 para cada nível a ser adquirido.


Barricada Portátil: (Raphael Conterno e Brega Presley)
Essa idéia surgiu após um vídeo de um game:
(Call of Duty: Advanced Warfare):
(A "barricada" aparece em 1:50 do vídeo)

SP 15; custo 480,00 (EB), 3 metros de comprimento. altura de 1,2 metros, peso: 12 quilos.
Os "postes" são armados de modo similar aos "anchor Feets" , implante de pés do suplemento Chromebook 2. Dois turnos para ser armada.



Fora isso, Drones, venenos, implantes, tratamentos avançados para Cyberpsicose, projeto de ACPAs e outros trecos estão sensdo bolados. Mais para frente trago outros aqui.


Pessoalmente isso me deixa bem feliz, porque torna vivo o sistema, uma vez mais. Alguns dos usos da tecnologia, sobretudo na vida cotidiana das pessoas comuns, serem pensados em como modificariam (ou modificarão) a vida das pessoas é um  dos elementos mais interessantes do Cyberpunk, e é um prazer ver esse tipo de discussão acontecendo.

Abraços

Brega Presley

sexta-feira, 28 de março de 2014

RIO Zona de Guerra - NOVA CAPA

Nova capa do RIO  Zona de Guerra, de Leo Lopes, uma FC Cyberpunk bastante promissora, que está saindo pela AVEC EDITORA, que  foi liberada para visualização esses dias.

A capa é do artista Diego Cunha. Meus parabéns a ele pela beleza do desenho.

Em um contato com o editor, Artur Vecchi, devo dizer que estou bem-impressionado com o que ele me falou sobre  o enário: Problemas climáticos, caos social, condomínios murados e uma boa dose de ação e crítica social são bons elementos cyberpunk, e um cenário interessante para um RPGista como eu.

O que mais me atrai no romance é essa pegada de usar  o Rio como cenário. Para mim, Sampa e Rio são excelentes cenários para este tipo de ambientação, tanto nos aspetcos economicos e socias, mas também na questão do urbanismo. Os morros cariocas e as periferias paulistanas já são, por primazia, a essência das "zonas de guerra" que este tipo de literatura aborda com frequência, e as ilhas de "prosperidade" e a desigualdade social já são bons estopins para atos que vão da contestação política e guerra de informações 9por exemplo, entre a mídia independente e a midia "estabelecida). 

Há uma discrepancia enorme entre esta realidade e o numero de livros e romances produzidos aqui com essa pegada por aqui (aliás, aqui e em toda a america latina, mas um dia falo sobre isso).

É um livro que estou realmente curioso para ler.

Abraços


Brega Presley.

sexta-feira, 14 de março de 2014

LIvro Nacional Cyberpunk a Caminho:

A Avec, uma editora nova, terá como primeiro livro de lançamento um romance Cyberpunk de autoria nacional.

Trata-se de "Rio Zona de Guerra" de Leo Lopes, e, pela descrição, terá elementos típicos, como ação detetivesca, submundo e, claro, separação "na marra" de classes sociais (algo que, vamos ser sinceros, já não é muito diferente da realidade carioca de hoje em dia).

Mais relevante do que nunca, o livro, pela descrição, me lembra o "Noir Futurista" do Sirkis "SILICONE XXI".

Segundo o "Faz Tudo" Artur Vecchi, a editora terá outros lançamentos, como um livro de Zumbis. Vida longa e próspera para a empreitada.

Quem quiser acompanhar o andamento, sugiro passarem no site deles: 

Abraços
Brega Presley, tiete de cyberpunk.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Fui ver o novo Robocop...

... e, não acreditem em mimimis.
Achei bem legal.

O filme é bacana, o roteiro funciona e as cenas de ação são bem feitas.

Não é do naipe do original, mas nada, nunca será, porque o original é o original.
Se for esperando algo similar ao primeiro, desista.

É um reboot, não um remake.

O filme diverte, dá umas cutucadas no imperialismo, na midia parcial e no uso de drones, e é isso que eu esperava.

Gostei bastante.

A nova versão da musica tema (quase igual a primeira, mas atualizada) é boa, e  os atores coadjuvantes tão fodasticos. quem é mala pra caray é o ator de Robocop, mas ele cumpre o papel a contento, então sem crise.

Sem mais para não dar spoilers.
Em alguns dias mando adaptações para cyber 2020.

Braços

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Transcedence: Filme de Johnny Depp com premissa arrepiante

O próximo filme de Johnny Depp, "Trascedence" tem uma temática bastante interessante:
(assista ao trailer primeiro ,para não ler spoilers).

Um cientista cria uma espécie de interface neural que amplia enormemente a mente humana. O problema, bom, e que ele é assassinado e sua mente é transformada em um super-computador.

Pelo tom do filme, ele vira uma ameaça ambultante e as cenas parecem trazer alguma inovação de roteiro a um tema já meio batido (vide filmes como "Passageiro do Futuro", entre outros), onde uma supermente vira um problema mundial.

Depp não deve atuar muito tempo no filme, mas o que estiver em tela, tende a valer a pena.

A se acompanhar.

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Robocop estreia bem lá fora


E, ao que parece, Robocop estreiou bem.

Faturou quase 30 milhões em 10 países, e tem sido recebido como uma agradável surpresa pela crítica.

Ainda não vi (e me recuso a baixar piratex), então só vou poder dizer algo semana que vem, mas, como venho defendendo fazem algumas semanas, um filme baseado menos em violência, diferentemente do primeiro, não é necessariamente uma má notícia.

"Cyberpunk" foi (ou ainda é?) um movimento literário pautado mais em crítica social e sobre relações entre corpo e máquina do que simplesmente sobre violência.

Do clima "noir" de um blade Runner a estética arquitetônica, as relações entre informação e liberdade, as analises urbanas (como as "zonas de guerra, em cyberpunk 2020), as privatizações, e, agora, este olhar sobre drones, a qual o filme se pauta, são necessárias, atuais e bem-vindas.
Pode ser ue o filme consiga isso, pode ser que não (isso vai variar em termos de gosto e ponto de vista técnico de cada um), mas, repito, estou otimista.

Como tenho amigos que adoraram o novo Hobbit, enquanto eu odiei, uma vez mais entendo que seja questionável meu otimismo.

Mas, sinceramente, não creio. Quem for ver, lembre-se de que estará vendo um "reboot" e não exatamente um "remake". Ambas as histórias são feitas por diretores diferentes, com propostas diferentes e em periodos históricos diferentes.

Se for ver e não gostar, ok. Também não tenho certeza de que EU vá curtir. Mas se for ver, dê a chance de gostar ao menos. Quem sabe.

Braços e depois de assisitr eu volto ao assunto.

Ps: Ah sim, valha-me São Gibson, mas vi na Veja

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Capitão Commando para Cyberpunk 2020: Ficha do Baby

O jogo de "Beat em Up" "Captain Commando" foi um dos mais interessantes jogos do gênero já produzidos. Com as iniciais da empresa, a Capcom, o personagem principal era uma tentativa de marketing interessante.

O jogo, produzido um ano antes do cultuado "Cadilacs and Dinosaurs" (1991 e 1992, respectivamente) vieram na onda de games em 2D que vinham se aperfeiçoando.

O jogo se passa em 2026, quando uma gangue de super-poderosos canalhas, controlados pelo tenebroso Scumicide" (algo como "Escoria Homicida") fazem horrores, sobretudo na cidade de Metro City (cidade recorrente em jogos da Capcom, como Final Fight).

Para salvar a cidade, o planeta e até mesmo a galaxia (???)o destemido Captain Commando junta uma equipe de sua confiança e parte para cima.

Como o jogo usa da temática de implantes e temas futuristas no estilo cyberpunk, sempre tive vontade de fazer fichas e adaptar as armas e ambientação para umas mesas de cyberpunk 2020.

Eis que com mais de 20 anos de demora, resolvi sentar e fazer exatamente isso.

Em princípio farei algumas postagens, de acordo com meu tempo e disponibilidade:
4 (uma por personagem)
1 sobre armas e equipamentos
3 com ambientação e sugestão de plots, fichas de vilões e afins para transformar as fases em aventuras, (em teoria 3 fases para cada aventura).

Quando acabar tudo, dou uma revisada e faço um PDF se achar que vale a penas.

Mas, enfim, vamos começar:

BABY HEAD(Aka Hoover:
Histórico: Até onde pesquisei e falei com amigos, há poucas informações de histórico do personagem., oficialmente. Ele é um super-gênio capaz de construir aparelhos incríveis (como um tradutor de mais de "3 milhões de linguagens do cosmos") e, claro seu corpo-robótico.

Isso é bem pouco para se construir um personagem, então segue um pequeno histórico, para ajudar a compor  o personagem. Este histórico usa elementos do jogo, mas não é, de modo algum, oficial.

A Vida de um Bebê: Na minha versão, Baby foi criado geneticamente em laboratório. Dotado de uma inteligência claramente superior ao de demais seres-humanos, tem no Capitão Commando uma espécie de figura paterna.

Baby aprendeu a falar com poucos meses e com pouco mais de um ano já dominava a lógica das máquinas, realizando inúmeros projetos bastante úteis. O mais interessante deles foi seu "corpo" robótico, na verdade uma máquina de aparência humanóide que ele usa como exo-esqueleto para poder participar das missões com o restante do grupo.

(Meu chute pessoal é que ele foi inspirado no dj-fenômeno "Jordy", que começava a fazer sucesso na época do jogo, mas pode ser só coincidência e não tenho nenhuma evidência para apoiar este fato)

Se você acha que colocar uma criança de 3 anos em uma missão deste tipo é um absurdo, ok, vou concordar, mas o jogo não foi criado com este tipo de preocupação, então finge que não viu isso. Há boatos de que ele seja uma espécie de clone do Capitão, o que explicaria a ligação e identificação entre ambos, mas isso pode ser só boato de jogadores. É duro ser bebê (citação obrigatória de Jordy) !!!
(tem cretinices que você só vê por aqui, eu sei, eu sei)...

Seguindo: O corpo robótico nada mais é do que uma ACPA.
Na descrição oficial, a máquina é descrita como tendo exatos 582 quilos. Usando as regras de Maximum Metal, construi um modelo exatamente com este peso (vide mais abaixo). Sem a armadura Baby Hoover seria esmagado como uma uva passa.

Stats:
Int: [ 15 ]
Ref  : [ 3 ] 
Tech  : [ 10 ] 
Aucon (Cool)  : [ 3 ]
Sor (Luck):[ 8 ]
Emp  : [ 3 ]
Atr;  : [ 3 ]
Mov:  : [1/ 35 ]

Habilidades Especiais:
Gambiarras (Jury Rig) 10
PA Combat Sense: 3

Awareness: 5
Heavy Weapons: 2
Rifle: 2
Melee: 1
Martial Art: Wrestling: 6
Athletics: 2
Weaponsmith: 4
PA Tech: 6
Expert PA Design 7
Eletronics: 6
Matemática: 5

Hoover: (Baby Commando ACPA)
A Hoover, ou "Aspirador de Pó" de Baby tem os seguintes Stats:
Como nem todos tem o suplemento Maximum Metal, fiz a armadura de dois modos:
Primeiro, seguindo o suplemento:
E segundo, mas aventuras mais comuns, outra versão, mais leve (que pessoalmente eu prefiro):
SP (todo o corpo) = 28
SDP Braços 7 cada
Sdp Pernas: 14 cada
Torso: 28 Sdp
Cabeça 4 Sdp
(considerar que existe uma cobertura protetora por cima do Baby).

Armas:
Soco: 3d6+6
Chute: 4d6+6
MA armadura = 12
Mísseis: 6 Scorpions 

Pernas tem uma espécie de "Powered Skate" que dão os 12 de MA.
Podem ser ligados 6 vezes antes de precisar recarregar. Como jatos (usados como armas) dão 2d10 de dano)

O computador interno de armas dá +3 ao usuário para mira e chances de acerto.