sábado, 10 de maio de 2014

Cybermagister: NOVOS AUTORES

Estou chamando um pessoal que tem feito umas coisas bem bacanas para escrever no Blog.

O primeiro convidado é o Eduardo, que joga comigo em uma mesa aqui no Rio e é gente fina pacas.

Estou vendo outros conhecidos que possam se interessar.

A idéia é voltar a investir mais tempo no blog, que anda meio enferrujado, mas com muita coisa ainda a ser publicada.

Uma das coisas que vou fazer é trazer, gradualmente, textos meus do Saia da Masmorra. Ainda escrevo lá, mas não tem sentido texto já feito não ter aqui também.

Abraços cromados, Chombattas!

Brega Presley

Ps: O que tem a foto a ver com isso? Nada, mas achei divertida.

Para se Gostar de Cyberpunk

(Texto originalmente publicado no Saia da Masmorra)
Quem acompanha o Blog sabe que sou um fã incondicional do sub-gênero literário Cyberpunk.

Nascido no começo dos anos 80, e influenciado por escritores como Phillip K. Dick, o "Cyberpunk! era uma proposta mais crítica da sociedade de conbsumo que começava a ganhar mais músculos sob o suvaco do presidente Reagan e da primeira-ministra Tatcher.

O principal alvo do Cyberpunk é a sociedade de consumo, onde a identidade é fornecida pelo que se compra, substituindo os direitos de cidadania pelos direitos de consumidor.

Os alvos secundários são a perda de identidade (por exemplo, a realidade virtual e implantes substituindo corpos e a identidade padrão, baseada fortemente no próprio corpo),  o consumo extremado sem preocupações com danos ao meio-ambiente, políticas sociais cada vez mais ineficazes em um estado enfraquecido e vendido, e mesmo a produção científica realizada sem qualquer resquício de planejamento e suas consequências.

Em paralelo a isso, são ambientações provocativas, que apresentam futuros "possíveis" e próximos, com tecnologias acessíveis ao alcance de uma vida (em teoria, o que era previsto, poderia ser vivenciado, parcialmente, ainda em vida pelos leitores),  que apresentam um contraponto quase utópico de sociedade.

Em última instância, o Cyberpunk é o último suspiro hippie, mantendo aceso uma s[érie de ideiais de uma nova sociedade, adaptados a uma realidade econônmica bastante desesoperadora. Dos Hippies de 1968 aos Yuppies de 1986, como alguém comentou na época. É uma proposta de um novo tipo de historia, para um novo tipo de leitor, amalgamado entre ideiais naturalistas e uma espantosa tecnologia ao seu dispor.

É dentro deste diálogo "Distopia X Utopia" que giram a maior parte das histórias cyberpunk. E sua riqueza é a oportunidade de extrapolar situações "de hoje em dia" para condições ainda imagináveis, paupáveis, levando a reflexões e, com um pouco de sorte, modificações de hábito e melhor planejamento.

Há até uma escola de pensamento, séria e bem-quista, chamada de "Antropologia Cyborg", baseada em filmes como Blade Runner (uma das obras mais emblemáticas sobre  o tema), a partir de idéias de pensadores de Berkley, como Donna Haraway, que propunham mudanças de conceitos na idéia de identidade e tecnologia, e suas relações sociais.

Assim , jogar Cyberpunk em uma mesa é um prato cheio para se explorar temas complexos e atuais (por exemplo, atentados, eleioções, função de estado, novos gadgets e suas extrapolações como celulares 3D).

A opressão que sofrem os personagens não é mais a de um rei ou tirano, mas algo mais sutil feita por grandes corporações. Ela é, primeiramente, arquitetônica, com predios inacreditavelmente altos, maximizando a sensação de "ser apenas mais um na multidão", dos personagens, que conmtrolam menos os próprios destinos do que gostariam.

E é interessante ver como jogadores solucionam isso, ao mesmo tempo que combatem "tudo que aí está", não se privam de pagamentos feitos pelas próprias grandes corporações nem de consumir armas e implantes avidamente.

Cyberpunk também dá espaço para enormes potenciais de humor negro. Tecnologias como Implantes Sexuais, fetichismo tecnológico, cerebros eletrônicos com bugs, fixação consumista gerada por "memes" *. Filosofias e Religiões adaptadas a novas tecnologias, como uma igreja "Elvis Lives" (há isso em um suplemento de cyberpunk 2020: "Home of The Brave"), religiões voodos (nos livros de Willian Gibson), e novas praticas cristãs, são bons exemplos do potencial da ambientação.

Uma das coisas mais divertidas é criar versões de um Brasil do futuro, com coisas desde candidatos a presidência campeões de "Vale-tudo" (como o conto de mesmo nome de Roberto de Sousa Causo) a mega-congestionamentos que forçam a cidade de São Paulo a passar uma máquina por cima dos carros e re-asfaltar e modificar o sistema de transporte urbano.

Outra coisa divertida é a "hiper-violência", já apresentada em uma obra "pré-cyberpunk (Laranja Mecânica) onde nenhum NPC mais é inocente e qualquer coisa apresenta um perigo potencial , sobretudo os guarda-costas de grandes corporações, que sempre tem planos absolutamente maquiavélicos, e muitas vezes sutis, de retirada de direitos e capacidade crítica. Explosões, carros voadores, armaduras pesadas, espadas finas como um a molécula, tanques-robôs, mutantes, cyberpsicóticos, há toda uma "fauna" possível de perigos em potencial, alguns a serem derrotados não com força bruta, mas com sutis soluções de propaganda e marketing (como um video viral no momento certo).

Sobretudo, dar a chance de jogadores conhecerem uma outra forma de se relacionar com RPG, dando a eles uma escuta e uma voz mais acida nas relações que nossa sociedade de consumo, é o grande trunfo que nenhuma ambientação consegue como Cyberpunk.


Os principais títulos no gênero são:
1) Linha Cyberpunk 2020: Considerado por um dos pais do Cyberpunk, Willian Gibson, como o unico RPG de fato cyberpunk (há muita gente que discorda e muito foi feito depois disso, que se faça a ressalva).

O jogo tem dois "spin Offs" relevantes: Cyberpunk V3, que tenta fazer um jogo "pós-cyberpunk" (e é horrível), e "Cybergeneration", que brinca com o tema a partir de um olhar mais "mangá" , com adolescentes com super-poderes estranhos e humor substituindo a atmosfera pesada do genero. ESSE segundo eu recomendo fortemente.


2) Shadowrun: Desculpem os fãs, mas shadowrun seria uma ambientação MUITO melhor sem magia e Orcs. É desnecessário para se contar as histórias, e transforma o jogo em algo que não é mais cyberpunk. É, como se diz, jogar açucar no mel, e acaba fazendo a ambientação futurista ter menos impacto do que poderia (nada contra orcs e afins, mas prefiro eles em fantasia medieval).


3) Gurps Cyberpunk: O problema do Gurps Cyber é apenas uma falta de identidade básica. Mas não é ruim, o que já é muito em se tratando do sistema.


4) Há uma série de novos produtos. Cito de cabeça os mais promissores que conheço:

-Atomic Highway: (passado em um futuro com um apocalipse atômico, é um cyberpunk mais no estilo Mad Max, mas é bem falado, então acredito que seja bom. Ainda não joguei, mas pretendo).

-Interface Zero

-Remember Tomorrow

-Para quem gosta de Shadowrun, há um Old School chamado  "Dark Conspiracy' que mistura poderes telecinéticos, demônios e comspirações alienigenas que tem aspectos interessantes (mas, de novo, não é bem cyberpunk).

Faixa-bônus: cena de Strange Days", que  o Luciano "Tolkien" Bastos irá mestrar no próximo Saia da Masmorra:


Por Brega Presley

*Memes não são originalmente as carinhas engraçadas do facebookm, mas um conceito do final ddos anos 70 sobre ideias "auto-replicadoras", conceito que  Cyberpunk V3 tenta explorar, ainda que de forma muito superficial).

Tralhas Para Cyberpunk: Criação Coletiva 1

A comunidade CYBERPUNK 2020 BRASIL, criada pelo Ricardo Bianconni, depois repassada para mim, TEM ANDFADO DE VENTO EM POPA.

Além de discuções sobre música, filmes, filosofia e afins, sem perder o enfoque no RPG, nos últimos tempos tem rendido uma série de idéias de novos equipamentos (implantes, armas e tecnologia) para serem aplicados ao jogo.

Seguem alguns exemplos (reproduuzidos com autorização dos autores)

Máscara Full Face Total Recall (Eduardo Naddar):
(implante baseado na "cabeça" da primeira versão do filme de mesmo nome):

 Uma cabeça de pele sintética maleável imitando com perfeição um rosto pré determinado (dificuldade 20 para notar a diferença). Use com um chapéu e será impossível desmascará-lo ( dif. 25).

 Micro-motores são responsáveis pela aderência da máscara a pele do rosto do usuário e pelas expressões faciais diversas. A máscara full face recobre a cabeça inteira, cabelo e pescoço e pode ser feita imitando sua celebridade favorita.

 A versão Infiltrator Deluxe vai com emulador de voz de fábrica, permitindo imitações perfeitas e com uma memória de "cacoetes" e expressões faciais comuns usadas pelo imitado.
A máscara é conectável a qualquer chipware socket e ocupa um espaço.
-Um segundo opcional, com uma bomba 7d6 de fragmentação pode ser instalada no armeiro de fundo de quintal mais perto de você. "I have a little surprise!"

Custo: 1250 EB. (incomum).


Rubber Face - Implante de face moldável  (Eduardo Naddar):
Esse implante consiste no transplante total de pele e musculatura do rosto e pescoço. O rosto original é substituido por pele e músculos sintéticos que se moldam de acordo com a vontade do usuário. O usuário, de posse de uma foto ou escaneamento 3D com alta definição de um alvo, deverá se olhar no espelho e o implante fará as alterações. Uma cópia fiel do rosto e pescoço do alvo estará pronta no tempo de 5 minutos.

 Cada nível de detalhes ("Bom", "Excelente" e “Perfeito” ) tem, respectivamente, 70%, 50% e 30% de darem certo, e metade disso para mais de uma hora de funcionamento (bugs são comuns em texturas tão delicadas). Ou seja, quanto mais tempo for utilizada, maiores as chances de alguma imperfeição se fazer notar.

 Por outro lado, ada hora do alvo observado aumenta em 10% as chances de sucesso (pessoalmente, por vídeos, etc). Maximo de 2 horas de observação para bônus. Assim, um alvo pode ter detalhes de comportamento e expressão armazenados para aquela ou para fturas "imitações".

A dificuldade para a simulação é baseada na leitura da imagem via conexão com um cabo ou olho biônico comum. No entanto um chip de transmutação da imagem observada para as adaptações simuladas é necessário.

 Mesmo o cabelo, cor e seu comprimento são simulados pelo implante. Para uma imitação mais perfeita sugere-se um sintetizador de voz usado em conjunto. Cada base de fios de cabelo pode ser usada por até 30cm artificiais, ou 1 x para cabelos longos, 2 xs para cabelos médios ou encaracolados, e 6 x para cabelos curtos comuns. Cada refil capilar custa 100 eurodolares, e não são fáceis de serem encontradas.

A cirurgia para implantar a máscara é bastante difícil e complexa e o custo para humanidade 3d6+2.
Wet Dreams de J.K. Potter.
Não, nada a ver com a série do bruxo).

Morpheus Chip - Chip de sonho programado  (Eduardo Naddar):
Esse chip deve ser colocado no chipware socket ao se deitar, proporcionando sonhos previamente selecionáveis.

É possível inserir palavras-chave, emoções, mensagens, imagens e pessoas no sonho. Cada sonho será diferente de pessoa para pessoa, uma vez que o chip estimula regiões da memória e criatividade que variam de usuário para usuário.

É possível colocar o cliente, naquela ilha deserta com a gatinha que conheceu no dia anterior ou se tornar aquele super-herói favorito dos quadrinhos.

Existe uma versão desse chip, um pouco mais cara, que permite o estudo de idiomas e skills durante o sono.

Sistema para uso em jogo:

- Modificação de comportamento:
Diminui em 10% as chances de um criminoso repetir um comportamento agressivo ou anti-social (o personagem rola 1d10, se der 1 em uma ação considerada inadequada ele não consegue fazer a mesma). Cada rolagem retira do personagem 1 ponto de humanidade.

-Sonhos de Uma Noite de Verão:
Sonhos vividos com temáticas como férias em Marte, combate a piratas e afins. O usuário ao acordar sabe que é um sonho, mas dificilmente notam durante. Alguns usos além disso são torturas de inimigos, “jogando-os” em cenas de tortura, agunstia, morte, inferno, etc por horas a fio. Este tipo de uso reduz a Empatia do alvo em 1 (menos 10 de humanidade) e fará com que ele tenha um equivalente a uma cyberpsicose em decorrência (dificuldade para resistir = 25 x rolagem de Resistir Torturas; drogas +Willpower e modificadores).

-Aprendizado: (nível máximo alcançado = 3).
Cada nível demora seu aprendizado x sessões de sono para ser atngido (´por exemplo, se quer passar de nível 1 para 2 de pilotar AV, demora 3 noites de sono usando o chip).
A diferença para chips comuns é que o usuário PODE aprender mais níveis depois. Considere o preço de um chip comum de aprendizado x 3 para cada nível a ser adquirido.


Barricada Portátil: (Raphael Conterno e Brega Presley)
Essa idéia surgiu após um vídeo de um game:
(Call of Duty: Advanced Warfare):
(A "barricada" aparece em 1:50 do vídeo)

SP 15; custo 480,00 (EB), 3 metros de comprimento. altura de 1,2 metros, peso: 12 quilos.
Os "postes" são armados de modo similar aos "anchor Feets" , implante de pés do suplemento Chromebook 2. Dois turnos para ser armada.



Fora isso, Drones, venenos, implantes, tratamentos avançados para Cyberpsicose, projeto de ACPAs e outros trecos estão sensdo bolados. Mais para frente trago outros aqui.


Pessoalmente isso me deixa bem feliz, porque torna vivo o sistema, uma vez mais. Alguns dos usos da tecnologia, sobretudo na vida cotidiana das pessoas comuns, serem pensados em como modificariam (ou modificarão) a vida das pessoas é um  dos elementos mais interessantes do Cyberpunk, e é um prazer ver esse tipo de discussão acontecendo.

Abraços

Brega Presley

sexta-feira, 28 de março de 2014

RIO Zona de Guerra - NOVA CAPA

Nova capa do RIO  Zona de Guerra, de Leo Lopes, uma FC Cyberpunk bastante promissora, que está saindo pela AVEC EDITORA, que  foi liberada para visualização esses dias.

A capa é do artista Diego Cunha. Meus parabéns a ele pela beleza do desenho.

Em um contato com o editor, Artur Vecchi, devo dizer que estou bem-impressionado com o que ele me falou sobre  o enário: Problemas climáticos, caos social, condomínios murados e uma boa dose de ação e crítica social são bons elementos cyberpunk, e um cenário interessante para um RPGista como eu.

O que mais me atrai no romance é essa pegada de usar  o Rio como cenário. Para mim, Sampa e Rio são excelentes cenários para este tipo de ambientação, tanto nos aspetcos economicos e socias, mas também na questão do urbanismo. Os morros cariocas e as periferias paulistanas já são, por primazia, a essência das "zonas de guerra" que este tipo de literatura aborda com frequência, e as ilhas de "prosperidade" e a desigualdade social já são bons estopins para atos que vão da contestação política e guerra de informações 9por exemplo, entre a mídia independente e a midia "estabelecida). 

Há uma discrepancia enorme entre esta realidade e o numero de livros e romances produzidos aqui com essa pegada por aqui (aliás, aqui e em toda a america latina, mas um dia falo sobre isso).

É um livro que estou realmente curioso para ler.

Abraços


Brega Presley.

sexta-feira, 14 de março de 2014

LIvro Nacional Cyberpunk a Caminho:

A Avec, uma editora nova, terá como primeiro livro de lançamento um romance Cyberpunk de autoria nacional.

Trata-se de "Rio Zona de Guerra" de Leo Lopes, e, pela descrição, terá elementos típicos, como ação detetivesca, submundo e, claro, separação "na marra" de classes sociais (algo que, vamos ser sinceros, já não é muito diferente da realidade carioca de hoje em dia).

Mais relevante do que nunca, o livro, pela descrição, me lembra o "Noir Futurista" do Sirkis "SILICONE XXI".

Segundo o "Faz Tudo" Artur Vecchi, a editora terá outros lançamentos, como um livro de Zumbis. Vida longa e próspera para a empreitada.

Quem quiser acompanhar o andamento, sugiro passarem no site deles: 

Abraços
Brega Presley, tiete de cyberpunk.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Fui ver o novo Robocop...

... e, não acreditem em mimimis.
Achei bem legal.

O filme é bacana, o roteiro funciona e as cenas de ação são bem feitas.

Não é do naipe do original, mas nada, nunca será, porque o original é o original.
Se for esperando algo similar ao primeiro, desista.

É um reboot, não um remake.

O filme diverte, dá umas cutucadas no imperialismo, na midia parcial e no uso de drones, e é isso que eu esperava.

Gostei bastante.

A nova versão da musica tema (quase igual a primeira, mas atualizada) é boa, e  os atores coadjuvantes tão fodasticos. quem é mala pra caray é o ator de Robocop, mas ele cumpre o papel a contento, então sem crise.

Sem mais para não dar spoilers.
Em alguns dias mando adaptações para cyber 2020.

Braços

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Transcedence: Filme de Johnny Depp com premissa arrepiante

O próximo filme de Johnny Depp, "Trascedence" tem uma temática bastante interessante:
(assista ao trailer primeiro ,para não ler spoilers).

Um cientista cria uma espécie de interface neural que amplia enormemente a mente humana. O problema, bom, e que ele é assassinado e sua mente é transformada em um super-computador.

Pelo tom do filme, ele vira uma ameaça ambultante e as cenas parecem trazer alguma inovação de roteiro a um tema já meio batido (vide filmes como "Passageiro do Futuro", entre outros), onde uma supermente vira um problema mundial.

Depp não deve atuar muito tempo no filme, mas o que estiver em tela, tende a valer a pena.

A se acompanhar.